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A globalização é uma realidade e a Internet como veículo de comunicação e informação, está contribuindo para a integração e o progresso da humanidade. Nosso objetivo é propagar as idéias, pensamentos, realizações, interesses comerciais, liberdade, democracia, interação política, cultural e econômica dos Povos. Sejam bem-vindos! IB. Agência de Publicidades
Bruno
Pellegrini
ALCA-BLOCO
1º portal da iniciativa privada na internet sobre a ALCA, é um ambiente
virtual para pesquisas e divulgação de sites na INTERNET,
proporcionando intercâmbio de informações, através do CNIAE (Código
Nacional e Internacional de Atividades Econômicas) em espanhol,
português e inglês. Destinado a pesquisadores, turistas,compradores,
investidores, empresários, industriais, importadores e exportadores.
Quem participa da Alca? Qual é o PIB da região? Qual a população? |
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VEJA COMO VAI FUNCIONAR |
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Área de Livre
Comércio das Américas - Alca |
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Antecedentes
- Em 1990, o então presidente dos Estados Unidos, George Bush, lança
a “Iniciativa para as Américas”, com o objetivo de promover o
aprofundamento das relações daquele país com a América Latina. Em
1994, o projeto é retomado pelo sucessor de Bush, Bill Clinton. Criação - O esforço para unir as economias do Hemisfério Ocidental em uma única área de livre comércio inicia-se com a Primeira Cúpula das Américas, realizada em Miami, em 1994. Chefes de Estado de 34 países (menos Cuba) decidem construir a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Estrutura - São criados nove Grupos de Negociação para discutir nas áreas de acesso a mercados, investimentos, serviços, compras governamentais, solução de controvérsias, agricultura, direitos de propriedade intelectual, subsídios, antidumping e medidas compensatórias e políticas de concorrência. Esta estrutura prevê rodízio entre os países participantes na presidência do processo, no local das negociações, e da presidência e vice-presidência dos grupos de negociação e outros comitês e grupos. Proporções - A economia da região movimenta aproximadamente US$ 10 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB) e agrega uma população de mais de 800 milhões de pessoas, conforme dados de 1999. Objetivo - Eliminar progressivamente as barreiras ao comércio e ao investimento e concluir as negociações até o ano de 2005. Pelo menos 85% dos produtos e serviços transacionados na região deverão estar isentos de impostos e outras barreiras para que seja configurada a área de livre comércio. Cada país ou bloco econômico estabelece sua alíquota de importação para países de fora da Alca. Reuniões - A partir da Cúpula de Miami, os Ministros de Comércio do Hemisfério se reúnem quatro vezes para formular e executar um plano de ação para a Alca: em 1995, em Denver, EUA; em 1996, em Cartagena, Colômbia; em 1997, em Belo Horizonte, Brasil; e, em 1998, em San José, Costa Rica. Princípios - As decisões serão tomadas por consenso, conduzidas de uma maneira transparente; a Alca deverá seguir as regras e disciplinas da Organização Mundial do Comércio (OMC); constituirá um compromisso único (“nada é decidido, até que todos estejam de acordo”); poderá coexistir com acordos bilaterais e sub-regionais e os países poderão negociar e aceitar as obrigações da Alca individualmente ou como membros de um grupo de integração sub-regional; será dada atenção às necessidades das economias menores. Apoio - Uma comissão tripartite para dar apoio técnico e analítico à Alca é formada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Próximos passos - As negociações serão definidas até 2005 e a vigência inicia ainda no final daquele mesmo ano. |
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GLOBALIZAÇÃO:
A NOVA ORDEM MUNDIAL
Com
o fim da oposição capitalismo X socialismo, o mundo se defrontou com
uma realidade marcada pela existência de um único sistema político-econômico,
o capitalismo. Exceto por Cuba, China e Coréia do Sul, que ainda
apresentam suas economias fundamentadas no socialismo, o capitalismo é
o sistema mundial desde o início da década de 90.
À
fragmentação do socialismo somaram-se
as profundas transformações que já vinham afetando as
principais economias capitalistas desde a segunda metade do séc. XX,
resultando na chamada nova ordem
mundial.
As
origens dessa nova ordem estão no período imediatamente posterior à
Segunda Guerra Mundial, no momento em que os Estados Unidos assumiram a
supremacia do sistema capitalista. A supremacia dos EUA se fundamentava
no segredo da arma nuclear, no uso do dólar como padrão monetário
internacional, na capacidade de financiar a reconstrução dos países
destruídos com a guerra e na ampliação dos investimentos das empresas
transnacionais nos países subdesenvolvidos.
Durante
a Segunda Guerra, os EUA atravessaram um período de crescimento econômico
acelerado. Assim, quando o conflito terminou, sua economia estava
dinamizada, e esse país assumia o papel de maior credor do mundo
capitalista. Além disso, a conferência de Bretton Woods, que em 1944
estabeleceu as regras da economia mundial, determinou que o dólar
substituiria o ouro como padrão monetário internacional.
Os
EUA também financiaram a reconstrução da economia japonesa, visando
criar um pólo capitalista desenvolvido na Ásia e, desse modo, também
impedir o avançado socialismo no continente.
A
ascensão da economia japonesa foi acompanhada de uma expansão econômica
e financeira do país em direção aos seus vizinhos da Ásia,
originando uma região de forte dinamismo econômico.
Aceleração
econômica e tecnológica
A
tecnologia desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial estabeleceu um
novo padrão de desenvolvimento tecnológico, que levou à modernização
e a posterior automatização da indústria. Com a automatização
industrial, aceleraram-se os processos de fabricação, o que permitiu
grande aumento e diversificação da produção.
O
acelerado desenvolvimento tecnológico tornou o espaço cada vez mais
artificializado, principalmente naqueles países onde o atrelamento da
ciência à técnica era maior. A retração do meio natural e a expansão
do meio técnico-científico mostraram-se como uma faceta do processo em
curso, na medida que tal expansão foi assumida como modelo de
desenvolvimento em praticamente todos os países.
Favorecidas
pelo desenvolvimento tecnológico, particularmente a automatização da
indústria, a informatização dos escritórios e a rapidez nos
transportes e comunicações, as relações econômicas também se
aceleraram, de modo que o capitalismo ingressou numa fase de grande
desenvolvimento. A competição por mercados consumidores, por sua vez,
estimulou ainda mais o avanço da tecnologia e o aumento da produção
industrial, principalmente nos Estados Unidos, no Japão, nos países da
União européia e nos novos países industrializados (NPI’s) originários
do “mundo subdesenvolvido” da Ásia.
A
internacionalização do capital
Desde
que surgiu, e devido à sua essência - produzir para o mercado,
objetivando o lucro e, consequentemente, a acumulação da riqueza - o
capitalismo sempre tendeu à internacionalização, ou seja, à
incorporação do maior número possível de povos ou nações ao espaço
sob o seu domínio. No princípio, a Divisão Internacional do Trabalho funcionava através do chamado pacto colonial, segundo o qual a atividade industrial era privilégio das metrópoles que vendiam seus produtos às colônias.
Agora,
para escapar dos pesados encargos sociais e do pagamento dos altos salários
conquistados pelos trabalhadores de seus países, as grandes empresas
industriais dos países desenvolvidos optaram pela estratégia de, em
vez de apenas continuarem exportando seus produtos, também produzi-los
nos países subdesenvolvidos, até então importadores dos produtos
industrializados que consumiam. Dessa maneira, barateando custos, graças
ao emprego de mão-de-obra bem mais barata, menos encargos sociais,
incentivos fiscais etc., e, assim, mantendo , ou até aumentando,
lucros, puderam praticar altas taxas de investimento e acumulação.
Grandes
empresas de países desenvolvidos, também conhecidas como corporações,
instalaram filiais em países subdesenvolvidos, onde passaram a produzir
um elenco cada vez maior de produtos. Por produzirem seus diferentes produtos em muitos países, tais empresas ficaram consagradas como multinacionais. Nesse contexto, opera-se pois, uma profunda alteração na divisão internacional do trabalho, porquanto muitos países deixam de ser apenas fornecedores de alimentos e matérias-primas para o mercado internacional para se tornarem produtores e até exportadores de produtos industrializados. O Brasil é um bom exemplo.
A
globalização Nos anos 80, a maior parte da riqueza mundial pertencia às grandes corporações internacionais. Pôr outro lado, os Estados desenvolvidos revelaram finanças arruinadas, depois de se mostrarem incapazes de continuar atendendo às onerosas demandas da sua população: aposentadoria, amparo à velhice, assistência médica, salário-desemprego, etc. Com o esgotamento do Estado do bem-estar Social (Welfare state), o neoliberalismo ganhou prestigio e força. Agora, a lucratividade tem de ser obtida mediante vantagens sobre a concorrência, para o que é necessário oferecer ao mercado produtos mais baratos, preferentemente de melhor qualidade. Para tanto, urge reduzir custos de produção.
Então,
os avanços tecnológicos, particularmente nos transportes e comunicações,
permitiram que as grandes corporações adotassem um novo procedimento -
a estratégia global de fabricação - que consiste em decompor o
processo produtivo e dispersar suas etapas em escala mundial, cada qual
em busca de menores custos operacionais. A produção deixa de ser local
para ser mundial, o que também ocorre com o consumo, uma vez que os
mesmos produtos são oferecidos à venda nos mais diversos recantos do
planeta. Os fluxos econômicos se intensificam extraordinariamente,
promovidos sobretudo pelas grandes empresas, agora chamadas de
transnacionais. A divisão internacional do trabalho fica subvertida,
pois torna-se difícil identificar o lugar em que determinado artigo
industrial foi produzido.
Após
a derrocada do socialismo, a internacionalização do capitalismo atinge
praticamente todo o planeta e se intensifica a tal ponto que merece uma
denominação especial - globalização
-, marcada basicamente pela mundialização da produção, da circulação
e do consumo, vale dizer, de todo o ciclo de reprodução do capital.
Nessas condições, a eliminação de barreiras entre as nações
torna-se uma necessidade, a fim de que o capital possa fluir sem obstáculos.
Daí o enfraquecimento do Estado, que perde poder face ao das grandes
corporações.
O
“motor” da globalização é a competitividade. Visando à obtencão
de produtos competitivos no mercado, as grandes empresas financiam ou
promovem pesquisa, do que resulta um acelerado avanço tecnológico.
Esse avanço implica informatização de atividades e automatização da
indústria, incluindo até a robotização de fábricas. Em consequência,
o desemprego torna-se o maior problema da atual fase do capitalismo.
Embora
a globalização seja mais intensa na economia, ela também ocorre na
informação, na cultura, na ciência, na política e no espaço. Não
se pode pensar, contudo, que
a globalização tende a homogeneizar o espaço mundial. Ao contrário,
ela é seletiva. Assim, enquanto muitos lugares e grupos de pessoas se
globalizam, outros, ficam excluídos do processo. Por esse motivo, a
globalização tende a tornar o espaço mundial cada vez mais heterogêneo.
Além disso, ela tem provocado uma imensa concentração de riqueza,
aumentando as diferenças entre países e, no interior de cada um deles,
entre classes e segmentos sociais.
De
qualquer modo, para se entender melhor o espaço de hoje, com as
profundas alterações causadas pela globalização, é preciso ter
presente alguns conceitos essenciais:
FÁBRICA
GLOBAL
- A expressão indica que a produção e o consumo se mundializaram de
tal forma que cada etapa do processo produtivo é desenvolvida em um país
diferente, de acordo com as vantagens e as possibilidades de lucro que
oferece.
ALDEIA
GLOBAL
- Essa expressão reflete a existência de uma comunidade mundial
integrada pela grande possibilidade de comunicação e informação. Com
os diferentes sistemas de comunicação, uma pessoa pode acompanhar os
acontecimentos de qualquer parte do mundo no exato momento em que
ocorrem. Uma só imagem é transmitida para o mundo todo, uma só visão.
Os avanço possibilitam a criação de uma opinião pública mundial.
Nesse contexto de massificação da informação é que surgiu a
IINTERNET, uma rede mundial
de comunicação por computador que liga a quase totalidade dos países.
Estima-se que, hoje, mais de 100 milhões de pessoas estejam se
comunicando pela Internet. Esse sistema permite troca de informações,
com a transferência de arquivos de som, imagem e texto. É possível
conversar por escrito ou de viva voz, mandar fotos e até fazer compras
em qualquer país conectado.
ECONOMIA
MUNDO
- Ao se difundir mundialmente, as empresas transnacionais romperam as
fronteiras nacionais e estabeleceram uma relação de interdependência
econômica com raízes muito profundas, inaugurando a chamada economia
mundo.
INTERDEPENDÊNCIA
- No sistema globalizado, os conceitos de conceitos descritos
anteriormente envolvem a interdependência. Os países são dependentes
uns dos outros, pois os governos nacionais não conseguem resolver
individualmente seus principais problemas econômicos, sociais ou
ambientais. As novas questões relacionadas com a economia globalizada fazem parte de um contexto mundial, refletem os grandes problemas internacionais, e as soluções dependem de medidas que devem ser tomadas por um grande conjunto de países.
PAÍSES
EMERGENTES
- Alguns países, mesmo que subdesenvolvidos, são industrializados ou
estão em fase de industrialização; por isso, oferecem boas
oportunidades para investimentos internacionais. Entre os
países
emergentes destacam-se a China, a Rússia e o Brasil. Para os
grandes investidores, esse grupo representa um atraente mercado
consumidor, devido ao volume de sua população. Apesar disso, são países
que oferecem grandes riscos, se for considerada sua instabilidade econômica
ou política.
Com
o objetivo de construir uma imagem atraente aos investidores, os países
emergentes tentam se adequar aos padrões da economia global. Para isso,
têm sempre em vista os critérios utilizados internacionalmente por
quem pretende selecionar um país para receber investimentos:
-
cultura compatível com o desenvolvimento capitalista;
-
governo que administra bem os seus gastos;
-
disponibilidade de recursos para crescer sem inflação e sem depender
excessivamente de recursos externos;
-
estímulo às empresas nacionais para aprimorarem sua produção;
-
custo da mão-de-obra adequado à competição internacional;
-
existência de investimentos para educar a população e reciclar os
trabalhadores.
Regionalização:
uma face da globalização
Aos
agentes da globalização – as grandes corporações internacionais
– interessa a eliminação das fronteiras nacionais, mais precisamente
a remoção de qualquer entrave à livre circulação
do capital. Por outro lado, ao Estado interessa defender a
nacionalidade, cujo sentimento não desaparece facilmente junto à
população; em muitos casos, inclusive, ele permanece forte. Por isso,
embora enfraquecidos diante do poder do grande capital privado, os
Estados resistem à idéia de perda do poder político sobre o
seu território.
Os
resultados desse jogo de interesses, face à acirrada competição
internacional, é a formação de blocos, cada qual reunindo um conjunto
de países, em geral, vizinhos ou próximos territorialmente. Os blocos
ou alianças, constituídos por acordos ou tratados, representam pois
uma forma conciliatória de atender aos interesses tanto dos países
quanto da economia mundo.
A
formação de blocos econômicos significa uma forma de regionalização
do espaço mundial
Etapas
da integração econômica
A
integração de economias regionais obtém-se pela aproximação das políticas
econômicas e da pertinente legislação dos países que fazem parte
de uma aliança. Com isso, pretende-se criar um bloco econômico
que possibilite um maior desenvolvimento para todos os membros da
associação. Vejamos a seguir cada etapa do processo:
Primeira
etapa: zona de livre comércio
– criação de uma zona em que as mercadorias provenientes dos países
membros podem circular livremente. Nessa zona, as tarifas alfandegárias
são eliminadas e há flexibilidade nos padrões de produção, controle
sanitário e de fronteiras.
Segunda
etapa: união aduaneira
– além da zona de livre comércio, essa etapa envolve a negociação
de tarifas alfandegárias comuns para o comércio realizado com outros
países.
Terceira
etapa: mercado comum
– engloba as duas fases anteriores e acrescenta a livre circulação
de pessoa, serviços e capitais.
Quarta
etapa: união monetária
– essa fase pressupõe a existência de um mercado comum em pleno
funcionamento. Consiste na coordenação das políticas econômicas dos
países membros e na criação de um único banco central para emitir a
moeda que será utilizada por todos.
Quinta
etapa: união política
– a união política engloba todas as anteriores e envolve também a
unificação das políticas de relações internacionais, defesa,
segurança interna e externa. |